quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CUIDADO COM A DENGUE

Secretário de Saúde alerta para risco de dengue

Agajan Der Bedrossian ratificou a necessidade de mobilização dos cidadãos de Londrina, destacando a possibilidade de uma epidemia da doença no norte do Estado


Durante o pronunciamento realizado na manhã de hoje (22), na Vila da Saúde, por ocasião do Levantamento do Índice Rápido do Aedes (Lira), o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, alertou para os riscos da dengue na cidade.

A maior parte dos criadouros do mosquito Aedes é observada dentro das residências, segundo o secretário. Entre as causas do aumento do índice, podem ser apontados o excesso de chuvas e de calor. “Segundo o serviço de meteorologia, estatisticamente, nunca choveu tanto quanto nos últimos meses”.

Agajan afirmou, ainda, que, nas regiões com maior índice de infestação (região oeste e central), o investimento da Secretaria é maior. A equipe já está trabalhando, inclusive, no sentido de comunicar à população sobre o risco que acomete a região.

“É um problema seríssimo. As pessoas estão querendo se acomodar com relação à dengue, e a dengue mata. Mata como, por exemplo, a gripe A, que nós tivemos aí, e precisa de um combate tenaz, permanente”, alertou.

Ele destacou a tendência da população de se “acostumar” com a dengue, que não recebe tanta atenção e cuidados, quanto a gripe A. Existem períodos em que os surtos são maiores, e Londrina é um local de risco, especialmente, por causa das temperaturas elevadas, até em comparação com outras regiões do Estado.

“É impossível para a Saúde erradicar o problema sozinha. É preciso mobilizar toda a população. A gente não tem como entrar em todas as casas do município para ver se tem ali uma lata velha, uma bacia, um vaso, um brinquedo acumulando água”, ressaltou o secretário.

“O pior na nossa situação é que ela não se restringe a Londrina. Pelas informações que nós temos, todo o norte do Paraná está em situação semelhante. Isso torna-se mais preocupante, há uma onda, uma possível epidemia por parte da dengue”, acrescentou.

A partir da segunda infecção, aumentam as chances de ocorrer dengue hemorrágica. “E como essa é uma doença que já vem se arrastando há anos e anos, cada vez aumenta mais o número de pessoas que já tiveram uma vez a doença. Na segunda e na terceira, o risco é muito, muito grande”, destacou.

A secretaria tem adotado procedimentos de punição para os casos de omissão. Pode ser aplicada multa que vai de R$ 161 reais até R$ 16.100, que pode ser reaplicada, havendo reincidência, quando constatada a presença do mosquito, sem que o morador tenha tomado as providências necessárias.
(Londrina, 22 de janeiro de 2010)
Da Redação
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